Projeto Apocalipse

15-08-2010 16:10

 sinopse:

No futuro a camada de ozônio já não existe mais. As calotas de gelo polar derreteram em conseqüência do superaquecimento global. Mais da metade da população mundial está morta. Os que sobreviveram, lutam diariamente em busca de água potável e comida. É o início da 4ª guerra mundial. Aproveitando-se disso, surgem novas religiões que prometem a salvação eterna. Nasce a Cruz de Ferro, entidade que faz experimentos com com seres humanos, transformando-os em armas sem sentimentos, assassinos impiedosos.

 

Prólogo



Ano: 2.058.

Num futuro não tão distante, a poluição e as disputas por poder levaram o planeta à um caos total. A camada de ozônio, já tão debilitada no passado, já não existia mais. As calotas de gelo polar derreteram em conseqüência do superaquecimento global.

Por todo o mundo, grandes espaços de terra desapareceram sob o mar afogando mais da metade da população mundial. Outra grande parte morreu de doenças provenientes da alta concentração solar, como câncer.

Os que sobreviveram, lutam diariamente em busca de água potável e algum espaço para plantio. A sociedade como a conhecemos, já não existe mais. A fome e a sede trouxeram o desespero e, junto com ele, a insanidade. Saques tornaram-se constantes. Um punhado de grão de feijão tornou-se motivo de lutas até à morte.

Explode assim a quarta guerra mundial. Mas, diferente das anteriores, essa guerra não é entre nações. Não existem mais nações. A guerra é civil. Vizinho contra vizinho. Alguns poucos que se tornam aliados, podem virar inimigos da noite para o dia.

Nesse contexto, houve uma explosão demográfica de novas religiões que prometem a salvação eterna. Na ânsia de alguma esperança, a maioria se agarra às novas seitas, que pregam a luta armada como única forma de salvação neste novo mundo.

Algumas foram um pouco além: desenvolveram sociedades secretas e começaram a fazer experimentos com seres humanos. A idéia é desenvolver uma arma mortal, porém não mais poluente, para não agravar ainda mais a situação do planeta.

Foi assim que, em meados de 2.035 surgiu, em uma ilha no meio do Oceano Pacífico, antes conhecida como Nova York, a Cruz de Ferro. A mais temida e respeitada entre as novas facções religiosas era também a mais avançada em estudos com humanos e tinham acabado de desenvolver a arma perfeita.

Um espécime feminino humano, com aproximadamente 17 anos de vida biológica, recebeu, ao nascer, implantes de chips e foi exposto à radiação intensa especial, desenvolvendo algumas habilidades realmente invejáveis.

Super-audição, visão de longo alcance e capacidade de grandes saltos são apenas algumas dessas habilidades. Mas o que realmente tornava esse espécime uma arma mortal foi seu treinamento. Isolado de qualquer tipo de afeto, a fêmea humana cresceu e se desenvolveu doutrinada a não possuir sentimentos. Isso, somado a uma perfeita perícia em todo tipo de luta, tornava-a a arma mais temível que o mundo jamais havia visto.

NA ILHA

Agente 1 (olhando sério as luzes que piscavam no painel a sua frente): A situação está se agravando. Estão como animais – referindo-se aos humanos – Não distinguem mais nem os membros de suas famílias.

Agente2: chegou a hora de interferirmos.

Agente1: Você está correto. Chame a 3278.

O agente 2 arrepiou-se.

Agente 2: Tem certeza disso? Ela ainda é nova demais... e , além disso, ainda não a treinamos junto à humanos normais... Não sabemos como pode ser sua reação....

Agente 1 interrompendo: Mas ainda sim, ela é a melhor opção.

Agente 2: Mas temos outras opções... O 1237 ou a 2345, por exemplo. São treinados há mais tempo e já se misturaram à raça humana.

Agente 1 com olhar ameaçador: Está desacatando minhas ordens?

Agente 2: Não senhor.... – Abaixa cabeça e se retira.

Em poucos minutos, uma jovem realmente estonteante entra a sala.

Morena, com os cabelos negros lisos, abaixo dos ombros, cortados desfiados. Alta e com curvas de dar inveja a qualquer uma. Vestia uma blusa preta frente-única justa ao corpo que ia até o pescoço, mas que destacava muito bem seus seios fartos.

Seu short curto deixava de fora sua barriga bem desenhada por vários anos de treinamento e suas longas e grossas pernas bem torneadas. No braço direito, usava uma espécie de luva, que ia do pulso ao cotovelo. Na cintura, pendia sua arma favorita: um punhal de cabo curto, mas de lâmina afiada e mortal ao primeiro golpe. Nos pés, uma bota de cano baixo, também preta.

Ao sentir a presença atrás de si, o agente 1 se virou. Ao deparar-se com o experimento à sua frente, prendeu sua respiração. Ela era uma arma mortal treinada para não ter sentimentos. Ele não. E algo reagindo entre suas pernas o lembrou disso. Por esse motivo, tentou ser o mais breve possível.

Agente 1: 3278. Sua missão é infiltrar-se aonde nossos agentes irão deixá-la e acabar com qualquer foco de destruição e resistência que encontrar. – Seus olhos tornaram-se mais frios e ameaçadores – Não importa como.

3278: Sim senhor. – virou-se e seguiu para o Hangar.

O agente 1 viu-a sair e sentiu mais uma vez seu corpo responder pela presença da arma mortal. Decidiu dar uma passada rápida no banheiro para resolver esse pequeno inconveniente.

Enquanto isso, 3278 já embarcava no jato que a levaria ao seu destino. Seus olhos inexpressivos tornavam-na ameaçadora. E, por isso, por mais que todos os agentes que estivessem por perto a achassem extremamente sexy, jamais ousaram olhar para ela de cabeça erguida.

Uma voz pelo rádio avisou-a que era hora de saltar. A porta do jato abriu. Não precisava de pára-quedas: seu corpo era resistente e treinado para esse tipo de situação. Aterrisou.

Sentiu o vento batendo em seus cabelos, mas não deu a menor importância a isso. Não sabia onde estava, e tampouco importava. Sabia apenas de uma coisa: tinha uma missão a cumprir, e iria matar qualquer um que entrasse em seu caminho.